Texto de Magno Martins
No primeiro dia de mandato, o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), recorreu aos velhos métodos do populismo e vestido de gari, de vassoura nas mãos, varreu às ruas da capital. Após o gesto midiático, anunciou o corte de 15% dos contratos e 30% dos cargos comissionados entre os sete pontos emergenciais do início da sua gestão. “É uma readequação”, disse.
Segundo o tucano, apenas as áreas de saúde, transporte e educação não terão cortes nos contratos. Em Belo Horizonte, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) demitiu mais de dois mil servidores públicos, com uma só canetada. Uma decisão mais acertada, moralizadora e realista, em busca do ajuste fiscal.
Na Paraíba, prefeitos que não enxugaram a máquina e preferiram à demagogia, como Dória, deixaram seus gabinetes à escura para a posse dos sucessores. Totó Ribeiro (PSDB), de Curral de Lima, e Mônica Cristina (PSB), de Pilõezinhos, tiveram que tomar posse à luz de velas. Já o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), assinou decreto e duas portarias exonerando coletivamente todos os detentores de cargos comissionados, encerrando também todos os contratos de prestadores de serviços.
Em Mesquita, na Baixada Fluminense, o novo prefeito Jorge Miranda não anunciou nenhuma medida, porque encontrou o prédio depredado, o teto caindo, sem internet e sem impressoras. Em Curitiba, o prefeito Rafael Greca (PMN) havia prometido o anúncio de um pacotão, mas foi internado após passar mal no começo da tarde. Greca foi levado ao Hospital Marcelino Champagnat, onde foi constatada uma trombo-embolia pulmonar.
No dia 31 de dezembro, um dia antes da posse, o prefeito também foi levado ao hospital. Assim que assinou o termo de posse, ele chegou a brincar com a situação durante o discurso. “Ontem, tive que tirar um retrato dele [coração] para convencer e tomar posse”, disse. Já em Macaparana, Zona da Mata Pernambucana, a 104 km do Recife, o prefeito Maviael Cavalcanti (DEM) tomou uma medida esdruxula: acabou com os serviços do Samu, suspendendo os trabalhos da única viatura que socorria vidas. Não deu para entender. (Blog do Magno)
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