A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o marqueteiro João Santana apresente documentos que comprovem as acusações que ele e a mulher dele, Mônica Moura, fizeram em depoimento na segunda-feira, segundo as quais a petista sabia do esquema de caixa 2 na campanha à reeleição dela e do então vice, Michel Temer.
De acordo com a Reuters, se o pedido for aceito, o julgamento do mérito da ação pode demorar mais.
Em petição sigilosa ao TSE, porque a fala de ambos no processo ocorreu de forma reservada, os advogados da ex-presidente cobram que o casal apresente documentos que atestem as afirmações feitas, segundo fonte ligada à defesa da petista.
Eles pedem também que os termos de declarações dos acordos de delação premiada de ambos, homologados recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sejam anexados à ação, bem como a íntegra dos termos de cooperação Brasil-Suíça e dos extratos bancários da conta ShellBill, por meio da qual Santana disse ter recebido recursos da Odebrecht naquele país europeu como acerto da campanha de Dilma.
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