Temer ganha tempo e agrava crise

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Texto de Magno Martins

O presidente Temer não jogou a toalha, ontem, no pronunciamento à Nação, porque, como jurista e conhecedor da lei e do tempo político, sabe que esta decisão terá que ser amadurecida para ser tomada em outro tempo, que não deve demorar. Os áudios liberados, ontem, pelo Supremo, comprovam o envolvimento do presidente da República em atos de obstrução da Justiça com o objetivo de afastar qualquer investigação e de eliminar a sua ligação com Eduardo Cunha.

Cada dia, entretanto, que Temer permanecer à frente do País aprofundará a crise econômica e a instabilidade política. Ao se agarrar ao poder, o presidente tem dois objetivos: primeiro, se proteger das consequências criminais que pesarão contra ele quando deixar a Presidência e, segundo, ganhar tempo para conduzir o Congresso a uma eleição indireta em que ele eleja o próximo presidente.

A não renúncia tem o sentido da preservação desse guarda-chuva protetor do foro privilegiado. É ruim para o País, agrava a crise. São inevitáveis dois processos. O processo penal no Supremo e o processo de impeachment no Congresso. A nação continuará sangrando com a sua decisão. Alguns poderão dizer que faltou grandeza ao presidente Michel Temer de renunciar e refazer o pacto na condução da crise econômica, mas o que ele fez foi se preservar.

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