Quase todo orçamento anual da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é gasto com pessoal. No total são R$ 600 milhões, dos quais R$ 543,4 milhões vão para o pagamento de pessoal, aposentadorias e encargos sociais. Até este mês, 30% desse volume já foram gastos.
A Abin é um órgão que substituiu o Serviço Nacional de Informação (SNI) do tempo da ditadura. Já esteve envolvida em polêmicas, como a operação Satiagraha, que levou à condenação do ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz que presidia um inquérito que mirava gente graúda da República.
O restante do orçamento, segundo levantamento da ONG Contas Abertas, contempla algumas despesas correntes (diárias e passagens, por exemplo) e ações de inteligência, que tem previsão de R$ 50 milhões em gastos neste ano. A iniciativa compreende atividades de planejamento, execução, coordenação, supervisão e controle das atividades finalísticas da Abin.
Recentemente, a Abin esteve envolvida em noticiário segundo a qual bisbilhotou a vida do ministro Edson Fachin. O relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal teria sido espionado por ordem do presidente Michel Temer.
Os recursos também são utilizados para a capacitação na área de Inteligência para servidores da Abin e órgãos integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN), o desenvolvimento e implementação de soluções na área de tecnologia da informação e a gestão de pessoal e administrativa.




















