Burocracias bancárias e o receio dos trabalhadores em assumir dívidas de longo prazo travam os contratos.
Por Misto Brasil – DF
Mais de um mês após o lançamento, o programa Move Motoristas liberou apenas R$ 2,2 bilhões — equivalente a 7,3% dos R$ 30 bilhões disponibilizados pelo governo federal.
A baixa adesão de taxistas e condutores de aplicativo acendeu o sinal de alerta no Planalto, que corre contra o tempo até 15 de setembro, data de término da Medida Provisória, para destravar o crédito e acelerar a renovação da frota nacional.
A linha de financiamento permite adquirir veículos de até R$ 150 mil, sem entrada, com prazo de 72 meses e carência de meio ano.
Apesar da demanda por modelos eficientes e do avanço dos elétricos no setor — liderados pelo BYD Dolphin Mini —, burocracias bancárias e o receio dos trabalhadores em assumir dívidas de longo prazo travam os contratos.
O presidente Lula da Silva já cobrou bancos públicos e ministérios por respostas.
Com juros entre 11,5% e 12,6% ao ano, a iniciativa visa baratear o custo operacional da categoria via modelos mais econômicos, como Polo, Onix e HB20.
No entanto, rejeições de cadastro e exigências indevidas das instituições credenciadas expõem o descompasso entre a oferta de recursos e a realidade financeira de quem vive ao volante.
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