Cerca 40 inquéritos foram instaurados em oito estados e no Distrito Federal, além de três sindicâncias. Este é um levantamento preliminar feito pelo jornal O Globo a partir da quebra das delações dos executivos da Odebrecht nos últimos oito meses.
A velocidade das investigações varia de estado para estado: em São Paulo, os 27 pedidos de investigações ficaram dois meses parados até quarta-feira passada, quando os procuradores pediram a instauração de inquéritos. Os procuradores paulistas aguardam a formação de força-tarefa no estilo das existentes no Paraná e no Rio.
O Ministério Público Federal (MPF) do Paraná, onde as investigações da Lava-Jato começaram, é o mais ocupado com as petições: 39 processos foram enviados para Curitiba, número que diminuiu após novas decisões de Fachin. Na quinta-feira, o ministro enviou para São Paulo investigação sobre o ex-ministro Guido Mantega.
Já o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine, é alvo de investigação no Paraná, acusado de receber R$ 3 milhões para atenuar os efeitos da Lava-Jato na Odebrecht. Inquéritos costumam demorar de seis meses a um ano para saírem da Polícia Federal (PF).
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