”Que saiba morrer o que viver não soube”, diz Gilmar

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, nesta quinta-feira (14), ao ser provocado para se manifestar sobre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que participa se sua última sessão no Supremo não o poupou: “Eu diria em relação ao procurador-geral Janot uma frase de Bocage: ‘Que saiba morrer o que viver não soube.'” Atualizado às 20h58.

Confira afirmação de Gilmar Mendes na seção Áudio, ao lado.

Leia a íntegra do poema “Meu ser evaporei na lida insana”:

 

Bocage

Meu ser evaporei na lida insana
Do tropel de paixões, que me arrastava;
Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quase imortal a essência humana.

De que inúmeros sóis a mente ufana
Existência falaz me não dourava!
Mas eis sucumbe a Natureza escrava
Ao mal, que a vida em sua orgia dana.

Prazeres, sócios meus, e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos.

Deus, oh Deus!… Quando a morte à luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube.

Em resposta, durante a última manifestação como procurador-geral, Janot rebateu Gilmar. Logo após discorrer sobre ataques sofridos disparou: “Mas tudo isso já encontra-se no passado. Os mortos, então deixai-os a seus próprios cuidados.”

Naquele momento, Gilmar estava ausente do plenário da Côrte Suprema. “As páginas da história certamente hão de contar com isenção e verdade o lado que cada um escolheu para travar sua batalha pessoal nesse processo”, arrematou ainda Janot.

 

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