A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro recomendou a revogação da prisão de três deputados estaduais do PMDB, incluindo o presidente Jorge Picciani. A decisão ocorreu há pouco a portas fechadas. Há protestos neste momento em frente a Alerj. Os manifestantes pedem a prisão dos parlamentares.
Os jornalistas não puderam acompanhar as discussões. A decisão foi tomada por Chiquinho da Mangueira (Podemos), já que o presidente da comissão, Edson Albertassi (PMDB), foi preso na quinta-feira (16) por determinação do TRF-2.
Aguarda-se para daqui a pouco a sessão no plenário que deverá referendar a decisão da CCJ. Você poderá assistir “ao vivo” pelo Misto Brasília, na Seção TVs Públicas, na primeira página do site.
“A complexidade dos fatos demanda apuração criteriosa, que não permita conclusões apressadas, em atenção ao princípio constitucional da presunção de inocência e do contraditório e ampla defesa”, diz o parecer relatado por Milton Rangel (DEM), que foi aprovado por quatro votos a dois. Filho de Picciani, Rafael Picciani integra a CCJ, mas se absteve de votar.
Investigados na operação Cadeia Velha, que apura favorecimento a empresas de ônibus por parlamentares fluminenses, os três foram para a mesma unidade prisional onde estão outros presos da Lava-Jato, entre eles Sérgio Cabral, que completa um ano de cadeia hoje, lembra O Dia. Segundo as investigações da Polícia Federal, os três teriam recebido, em sete anos, R$ 135 milhões em propinas de empresários do setor, sendo parte paga a pedido de Cabral.
























