Oito pessoas foram denunciadas hoje (22) à justiça do Distrito Federal por organização criminosa e fraudes em concursos públicos a partir da segunda fase da Operação Panoptes. Em setembro, outras quatro pessoas já haviam sido denunciadas pelo Ministério Público pelos crimes de organização criminosa, fraudes em certames de interesse público e falsificação de documento público.
A denúncia contra Hélio Ortiz, Bruno Ortiz, Johann Gutemberg e Rafael Rodrigues, já foi recebida pela Vara Criminal de Águas Claras
Dos oito denunciados (os nomes não foram divulgados), um deles já trabalhou na banca examinadora Cespe e promovia a retirada das folhas de respostas dos candidatos beneficiários da fraude, da sala cofre, para posterior preenchimento. Os demais estavam envolvidos em captar clientes, negociar as vagas e viabilizar o êxito das vendas.
Segundo informou a assessoria, o MP pede a condenação dos denunciados ao pagamento de R$ 2,7 milhões pelos prejuízos decorrentes dos crimes praticados: lesões à fé pública e à administração pública, e ainda à confiabilidade das instituições responsáveis pelos certames, bem como a perda de bens ilícitos eventualmente apreendidos, em favor da União.
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