Após assinar decreto de intervenção federal na governo do Rio de Janeiro, o presidente da República, Michel Temer, aproveitou para anunciar que firmou um acordo com os presidentes da Câmara e do Senado a continuidade da votação da reforma da Previdência. Assim, quando houver quórum em ambas as Casas favorável à reforma suspenderá a intervenção oficialmente.
O presidente ressalvou que o trabalho de segurança federal no RJ será mantido sem alteração durante esse período de suspensão. A suspensão da intervenção é necessária, pois de acordo com a lei, por se tratar de uma Medida Provisória, no período da medida é proibida qualquer alteração no texto da Constituição
Temer afirmou que é uma medida extrema, mas o país está a demandar medidas extremas. “A desordem é a pior das guerras. Começamos uma batalha, em que nosso único caminho só pode ser o sucesso. E contamos com todos os homens e mulheres de bem ao nosso lado, apoiando e sendo vigilantes nessa luta”, disse ele.
O presidente afirmou também que “nós que já resgatamos o progresso no nosso país, e retiramos o país da pior recessão da sua história, agora vamos restabelecer a ordem.” Após a cerimônia de assinatura do decreto ele informou que nesta sexta-feira será enviado ao para o Congresso Nacional. Apesar de ter vigência imediata, deverá passar pelo crivo do Legislativo.
Participaram da cerimônia no Palácio do Planalto os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE); e os ministros Raul Jungmann (Defesa), Torquato Jardim (Justiça), Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Pública) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), Henrique Meirelles (Fazenda); o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia e o general Walter Souza Braga Netto























