O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse há pouco que o ritmo de votações pode ser mantido até junho, porque a partir daí começa a esquentar as campanhas eleitorais. Maia afirmou que a Câmara continua com a agenda de redução de gastos públicos, mas “quem saiu da agenda foi o próprio governo”.
“A redução de despesas pode ser feita também com a redução de ministérios”, alfinetou. Ele se referia decisãoo de criação do Ministério da Segurança Pública pelo presidente Michel Temer, que atende apenas a interesses político-partidários. Desde fevereiro de 2017, são 28 pastas ministeriais, sendo 22 ministérios, duas secretarias e quatro órgãos equivalentes a ministérios.
Rodrigo Maia demonstrou descontentamento com as “prioridades econômicas” do governo apresentadas para o Congresso Nacional quando foi enterrada a PEC da reforma da Previsência. Das 15 propostas, apenas quatro tem algum ineditismo. As demias já tramitavam na Câmara e no Senado Até mesmo a privatização da Eletrobras é assunto antigo. Maia disse que até 15 de abril é provável que o relator apresente seu texto para análise na comissão especial.
O aparente “ruído” entre o Palácio do Planalto e a direção da Câmara teve reflexo nas declarações do ministro de Governo, Carlos Marun. Ele disse à tarde que reconhece a prerrogativa dos presidentes das duas Casas do Legislativo de pautar matérias e negou que o presidente Michel Temer tenha a intenção no momento de tentar a reeleição. Maia tem se assanhado também para a corrida presidencial.





















