A 15ª Rodada de Licitações terminou com arrecadação superior a R$ 8 bilhões nos leilões de blocos marítimos. O evento foi realizadoi pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em um hotel no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (29).
O evento arrecadou mais de R$ 8 bilhões apenas em blocos marítimos, bem melhor que a marca de R$ 3,5 bilhões estimados pela ANP. O certame foi marcado pela agressividade da Petrobras e da norte-americana Exxon Mobil. Para o presidente-executivo da anglo-holandesa, o desempenho da companhia como positivo.
“Nós levamos quatro (blocos), para nós foi positivo, e a gente tem mais coisa para trabalhar em um portfólio que já está bem grande. E o time no escritório está bastante feliz, porque tem mais atividade para a gente trabalhar, inclusive como operadora”, disse o presidente da Shell no Brasil, André Araújo, destacando que a companhia será operadora em dois desses blocos.
A Shell teve uma participação mais discreta que a Exxon, que retornou com força ao Brasil no ano passado, após regras mais favoráveis para o investimento privado.
“Estamos agora mais confiantes no investimento no Brasil, sem dúvida… Temos várias oportunidades pela frente, estamos analisando cada rodada… queremos ter um portfólio robusto aqui”, disse a presidente da Exxon no Brasil, Carla Lacerda, após o leilão.
Os lances mais valiosos do certame foram concentrados na Bacia de Campos. Apenas nesta bacia, quatro consórcios integrados por Petrobras e Exxon arremataram áreas que somaram bônus de assinatura de R$ 6,78 bilhões, de um total de R$ 8 bilhões registrados em todo o leilão, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).















