As agências de publicidade FCB e Mullen Lowe formalizaram um acordo de leniência conjunto para devolução de R$ 53 milhões. O acordo divulgado hoje e fechado na sexta-feira (13) envolveu a Advocacia-Geral da União (AGU), o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF).
As duas empresas pagaram o mesmo valor em propina em contratos assinados entre 2011 e 2014 por influência do ex-deputado André Vargas, então no PT do Paraná. O publicitário e dono das agências à epoca chamadas Borghi e Lowe, Ricardo Hoffmann, foi condenado no âmbito da Lava Jato, em 2015, por corrupção e lavagem de dinheiro após firmar contratos com a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Saúde e repassar parte dos valores recebidos a empresas controladas por André Vargas.
A Borghi Lowe contratou as agências E-noise, Luis Portela, Conspiração, Sagaz e Zulu e orientou que pagamentos de bônus de volume (comissões pela veiculação) fossem feitos às empresas Limiar e LSI, controladas por André Vargas e seus irmãos Leon e Milton.
A Caixa vai receber R$ 34,9 milhões, o Ministério da Saúde R$ 5,8 milhões, a Petrobras R$ 7 milhões, a BR Distribuidora R$ 3,2 milhões, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) R$ 1,8 milhão; o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) R$ 168 mil; e o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), R$ 3,8 mil.



















