Rollemberg assiste de camarote

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O governador Rodrigo Rollemberg (PSB), pré-candidato à reeleição ao governo do Distrito Federal, assiste por enquanto de camarote a confusão na oposição provocada pela desistência de seu principal adversário, o médico Jofran Frejat. Ao afirmar que não vende sua alma ao diabo, Frejat anunciou hoje (17), oficialmente, que sai da corrida ao Palácio do Buriti.

Poucos minutos depois do anúncio, Rollemberg postou no seu microblog uma pergunta que supostamente sepulta receber os partidos desgarrados da coligação do então pré-candidato. “Frejat exorcizou os diabos. Resta saber pra onde eles vão!”. O governador falava no embalo da notícia de que a Rede Sustentabilidade, da presidenciável Marina Silva, passa a integrar a sua coligação, em troca de apoio a Chico Leite, que tentará uma das duas vagas ao Senado Federal.

Na avaliação de alguns analistas, os votos de Frejat – que lidera nas pesquisas eleitorais – serão pulverizados entre as várias candidaturas ao Palácio do Buriti. Há pelo menos seis pré-candidatos neste momento. São eles: Alexandre Guerra (Novo), Paulo Chagas (PRB), Izalci Lucas (PSDB), Rodrigo Rollemberg (PSB), Eliana Pedrosa (Pros) e Fátima de Souza (PSol).

Para capitalizar os votos que podem ficar disperso e, naturalmente, beneficiar Rodrigo Rollemberg, há um esforço para o entendimento entre os seis partidos que apoiavam Frejat. Entra nesta lista uma nova sigla, a do PSD, que estava na chamada terceira via do senador Cristovam Buarque (PPS). O partido de Rosso é do chamado “Centrão” do Congresso Nacional.

Três nomes foram colocados à mesa nesta tarde pelos caciques do MDB, PSD, PR, Pros, entre outros. São eles: Eliana Pedrosa, do Pros, o deputado Rogério Rosso, do PSD, e há uma tentativa de resgatar o nome do deputado distrital e presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, do PDT.

Outro nome que supostamente poderia encabeçar a chapa majoritária ao governo distrital é o do deputado Alberto Fraga, do Democratas. Por enquanto ele faz campanha para o Senado Federal.

Os partidos correm contra o tempo em função das coligações partidárias e as velhas raposas locais estão preocupadas. São elas: José Roberto Arruda, Tadeu Filippelli, do MDB, e até mesmo o ex-senador Luiz Estevão que, mesmo preso, mexe seus pauzinhos.

Outro personagem enrolado com a justiça e a polícia, o ex-senador Gim Argelo, do Democratas, aparentemente tem pouca influência nesse rearranjo político. Preso em Curitiba, Argelo é mais um herdeiro do populista ex-governador Joaquim Roriz que ainda mantém parte do seu curral eleitoral. Roriz está com o mal de Alzheimer em estágio avançado e quadro de demência vascular e por isso está prostrado em sua casa.

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