A pouco mais de uma semana do prazo final para definição das candidaturas, há muitas indefinições para as eleições majoritárias no Distrito Federal. De sete pré-candidatos que foram convidados a participar do primeiro debate, apenas três chapas estão completas com os nomes para governador e vice-governador. Para o Senado Federal, as dúvidas são ainda maiores.
No Progressista, por exemplo, há dúvidas se o empresário Paulo Octávio vai mesmo concorrer à Câmara Alta. Há quem garanta que o ex-vice-governador está empolgado, mas ele mesmo disse que a candidatura poderá passar por um acordo partidário, principalmente depois que Jofran Frejat (PR) abandonou a pré-candidatura ao Palácio do Buriti.
No grupo de Paulo Otávio, muita gente está batendo cabeça, como mesmo admitiu esta tarde o deputado distrital Raimundo Ribeiro (MDB). “Todo mundo está conversando com todo mundo”, disse ele, mas de concreto não há avanços. Para ele, a prioridade deve ser o programa de governo, “pois o nome é secundário”. Ribeiro falava do substituto de Frejat.
Dois nomes estão sendo comentados, o do deputado federal Alberto Fraga (DEM) e do advogado Ibaneis Rocha (MDB), mas como publicou em abril passado o Misto Brasília, muitos são chamados, mas poucos são escolhidos. Fraga já disse que não quer ser candidato de si mesmo.
O MDB empurrou a convenção distrital para o dia 5, data final para a oficialização de candidatos para o Legislativo e para o Executivo. O prazo esticado é uma prudência diante de tanta indefinição.
Se há dúvidas neste grupo, os problemas também são grandes no PDT, que resiste em voltar aos braços do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). A questão é emblemática. Os pedetistas do DF disseram que podem até receber uma ordem da direção nacional para fechar com Rollemberg, mas estão dispostos a cruzar os braços na campanha.
Rollemberg já fechou com a Rede Sustentabilidade e com o Partido Verde. Teoricamente é o pré-candidato mais tranquilo neste processo de ajuste partidário, mas também não foi definido o nome para o cargo a vice. O deputado distrital Chico Leite (Rede) é pré-candidato ao Senado. Pode surgir um segundo nome, mas a espera é justificada pelo PDT. A convenção do PSB distrital será no sábado. O governador fala às 9 horas.
O PDT quer ter voo solo ao Buriti com o distrital Peniel Pacheco. Não será uma empreitada tranquila, porque o primeiro nome, o deputado Joe Valle desistiu de concorrer quando a eleição começou a esquentar. Segundo se comentou, deverá ser candidato ao Senado Federal, mas nem isso está confirmado.
Mesma dúvida ocorre com o deputado Rogério Rosso (PSD). O “foi-não-foi” habitual de Rosso virou piada. Há alguns meses falou em ser candidato ao governo. Depois, no grupo da Terceira Via, se apresentou como concorrente ao Senado. Na semana passada foi alçado como pré-candidato ao governo e esta semana desistiu. Agora, a informação é de que ele irá buscar a reeleição por orientação do presidente nacional do PSD, o ministro Gilberto Kassab.
No PSOL, a chapa será pura, embora tenha sido feito um acordo político com o PCB. A professora Fátima Souza é a pré-candidata ao governo e Keka Bagno à vice. O jornalista Chico Sant´Ana e Merivaldo Pereira concorrem ao Senado Federal.
No Novo, a chapa pura também está definida. O empresário Alexandre Guerra vai ao governo, o candidato a vice será o médico Erickson Blun e o candidato a senador, o advogado Paulo Roque.
No PTB, o ex-deputado distrital Alírio Neto será o candidato a vice-governador na chapa de Eliana Pedrosa (Pros). Nas articulações após a desistência de Frejat, o nome da deputada distrital chegou a ser ventilado como substituto, assim como do tucano Izalci Lucas. Os dois nomes supostamente foram descartadas, porque “não conseguem agregar”. Palavras de quem participa das reuniões para a reunificação do grupo de Tadeu Filippelli (MDB) e José Roberto Arruda (PR).

























