Esta é a interpretação, a contrário sensu, da declaração de Fernando Pimentel de que tem certeza de que o primeiro ato de Haddad, se eleito, será indultar Lula da Silva, vale dizer, indultar o chefe da organização criminosa e todos os seus comparsas, responsáveis pelos crimes de que resultaram a quebra da Petrobrás, do Brasil e do povo, cujos desempregados, subempregados, desalentados ou relegados à informalidade tangenciam o número de 60 milhões de brasileiros.
A declaração não é apenas um ponto fora da curva, na verdade é uma curva inteira fora do ponto.
Representa um estímulo à criminalidade de colarinho branco, ao desrespeito à Constituição e às leis, bem como uma agressão ao Judiciário, em todas as suas instâncias e Cortes, da mesma forma que ao Ministério Público e à Polícia Federal.
Ofende a Minas, por ser inacreditável que a cadeira ocupada por tantos vultos que transcenderam as fronteiras do Estado, agigantando a República, esteja agora ocupada por um neanderthal político, a que falta o pudor que se possuísse o levaria a se ocultar, partícipe que foi e é da agremiação política responsável pela situação em que nos encontramos.
Diante de afirmação tão inconsequente sobre o indulto a Lula, aqueles que ainda não tenham optado por Bolsonaro passam a ter todas as razões para fazê-lo, pois o voto não há de ser exercido de forma inócua em favor de quem tem mérito, mas não tem lastro eleitoral para chegar ao 2˚ turno ou vencer o pleito no primeiro.
O pequeno ocupante do cargo maior de Minas, incapaz sequer de manter em dia o pagamento de seus servidores, mostra agora que a sua incompetência administrativa se estende também ao campo político.
Brincando com fogo e julgando-se vitorioso, não se apercebe que os índices já alcançados por Bolsonaro superam as pesquisas, realidade da qual não se dá conta porque não circula entre a população nem convive com os eleitores.
Minas não esqueceu e não esquecerá as agruras administrativas de funcionários sem receber, hospitais e escolas fechados ou em situação precária e a omissão completa quanto à infraestrutura e a estímulos à economia que poderiam ser adotados em âmbito estadual.
Na minha própria caminhada como candidato a deputado estadual, tenho constatado há muito e invariavelmente que a tendência em favor de Bolsonaro surpreenderá os pelegos e comunistas do partido que se apelidou como se fora dos trabalhadores e se revelou como covil dos ladrões.
Está claro também que esse governador menor, que se dedicou a conspurcar até a Medalha da Inconfidência, condecorando agitadores e guerrilheiros, daqui e de fora, tampouco escapará, varrido pela oposição, como é o seu merecido destino.
Não atendeu a quaisquer reclamos materiais de Minas e dos mineiros.
E sequer se deu conta de que nestas terras altas, reduto de civismo, fiéis a suas congêneres, efervescentes como a Baviera, irredutíveis como a Escócia, existe também uma alma cívica a alimentar.
Minas não o indultará, nem nas eleições, nem depois delas.























