O capitão da reserva do Exército Jair Bolsonaro, de 63 anos, tomou posse nesta terça-feira como presidente da República para um mandato que vai até 31 de dezembro de 2022, após ser eleito em outubro na campanha presidencial mais polarizada da história.
Com a promessa de desafiar paradigmas e alterar modelos como o de comunicação do governo e de negociação com o Legislativo, Bolsonaro foi oficialmente empossado após prestar juramento no Congresso Nacional ao lado do general da reserva Hamilton Mourão, empossado como vice-presidente.
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Muitos deputados não compareceram na sessão e assim que terminou a sessão solene de posse no Congresso Nacional, o plenário da Camara dos Deputados se esvaziou rapidamente. Não esteve presente um dos principais ministros de Bolsonaro, o ex-juiz Sérgio Moro, da Justiça. A outra estrela dos 22 ministros, Paulo Guedes, da Economia, chegou quando a sessão já estava em andamento.
O discurso foi entendido como político, mais próximo de um palanque de campanha. Houve frustração no conteúdo, que poderia ser mais conciliador. Falou em religião, na defesa da família e o combate à corrupção. Houve boicote de duas bancadas partidárias, a do PSol e a do PT.
Bolsonaro também prometeu construir uma sociedade sem discriminações e divisões e, ao levantar bandeiras de sua campanha eleitoral, a mais polarizada da história, defendeu a posse de armas de fogo por “cidadãos de bem” e disse que tirará o Brasil das “amarras ideológicas”.
Resumo do discurso no Congresso Nacional
“Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem divisão”, disse Bolsonaro no discurso logo depois de fazer o juramento e ser empossado pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), ao lado do general da reserva Hamilton Mourão, que tomou posse como vice-presidente.
“O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender. Contamos com o apoio do Congresso Nacional para os policiais fazerem seu trabalho”, acrescentou, ao retomar dois temas caros que defendeu na campanha que o elegeu no final de outubro.
Bolsonaro também fez uma sinalização aos parlamentares, convocando-os a aprovarem medidas econômicas importantes, como o que chamou de “reformas estruturantes”, sem, no entanto, nomeá-las.
“Aproveito este momento solene e convoco cada um dos congressistas para me ajudarem na missão de restaurar e reerguer nossa pátria, libertando-a definitivamente do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica”, discursou Bolsonaro.
“Vamos valorizar o Parlamento resgatando a legitimidade e a credibilidade do Congresso Nacional. Na economia, traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência. Confiança no cumprimento de que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitadas”, afirmou o novo presidente.
Após ser empossado no Congresso, Bolsonaro segue para o Palácio do Planalto onde receberá a faixa presidencial do agora ex-presidente Michel Temer. O novo presidente também fará um discurso à população que acompanha a cerimônia no Planalto.


















