O segundo ministro a cair em 100 dias de governo Jair Bolsonaro deverá ser o da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues. O colombiano é o primeiro na bolsa de apostas se for comparado com a situação de outro ministro, o de Turismo, deputado licenciado Marcelo Henrique Teixeira Dias, acusado de crimes eleitorais.
Vélez está no olho do furacão de uma crise entre os militares e seguidores de Olavo de Carvalho, uma espécie de guru filosófico do presidente da República.
Atrapalhado com as nomeações e demissões no Ministério da Educação (foram 16 neste período), o colombiano radicado brasileiro tropeça em decisões e palavras confusas. É um foco de instabilidade no governo que pode estar com os dias contados. Na mais recente declaração, contrariou interesses dos militares ao sugerir livros didáticos que “revisem” a história do golpe e da ditadura militar. Sobre a repercussão, o ministro foi irônico: “O futuro a Deus pertence”.
Não faltam nomes para a sua substituição, Já foi cotado o ex-ministro Mendonça Filho, que ocupou a pasta no governo Michel Temer. Mas o principal nome que está sendo lembrado dentro do próprio Palácio do Planalto é do senador tucano Izalci Lucas (DF). O político que conhece a área da educação tinha sido anteriormente lembrado para o ministério. Foi preterido por Vélez.
Izalci Lucas tem sido cuidadoso com a lembrança. Prefere ver os acontecimentos, pois sabe que nesta questão muita água pode correr embaixo da ponte até mesmo pela demissão do atual ministro. O assunto, no entanto, deverá ser avaliado pelo presidente Bolsonaro ainda nesta semana. Ele mesmo disse que iria conversar com Vélez após o retorno de Israel, o que aconteceu nesta quinta-feira. Em todo o caso, Izalci está disponível para esse desafio.





















