Líder indígena Waiãpi do Amapá morreu afogado

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Médicos legistas da Polícia Técnica do Amapá (Politec-AP) responsáveis por exumar o corpo do cacique Emyra Waiãpi afirmam não ter encontrado nenhum ferimento que possa ter causado a morte do líder indígena, falecido na segunda quinzena de julho. A informação foi divulgada hoje (16), pela Polícia Federal (PF), que sugere que o líder indígena morreu afogado.

No fim do mês passado, índios e entidades indigenistas denunciaram às autoridades públicas que garimpeiros haviam invadido a Terra Indígena Waiãpi, no oeste do Amapá, e que o cacique Emyra Waiãpi tinha sido morto de forma violenta.

Embora entidades como o Conselho das Aldeias Waiãpi-Apina, formado pelos chefes das aldeias existentes no interior da Terra Indígena Waiãpi, tenham informado, já na ocasião, que a morte do líder indígena não tinha sido testemunhada, sua morte foi associada à suposta invasão da reserva por um grupo de homens armados que, segundo o conselho, chegou a atacar uma das aldeias, a Yvytotô, cujos moradores fugiram do local.

Em nota divulgada esta manhã, a PF informa que a Polícia Técnica do Amapá entregou ontem (15) o resultado preliminar do exame necroscópico realizado no último dia 2, quando o corpo de Emyra Waiãpi foi exumado.

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