Brasil perde posição no ranking da corrupção

Corrupção manifestação
Combate à corrupção continua sendo a principal prioridade para a população/Arquivo
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O Brasil caiu uma posição no principal ranking internacional de corrupção, passando da 105ª para a 106ª entre 180 países, segundo o relatório divulgado nesta quinta-feira (23) pela ONG Transparência Internacional.

O Brasil continua sendo um “país em observação“, com índice de 35 pontos no Índice de Percepção de Corrupção (IPC). É a mesma pontuação de 2018 e a mais baixa desde 2012, quando passou a ser possível fazer comparações anuais. A escala do IPC vai de zero (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro).

Em 2018, o Brasil caíra nove posições em relação ao ano anterior, ficando em 105º lugar no índice de 180 países. A classificação brasileira apresenta tendência de queda desde 2014, quando o país ocupava a 69ª posição.

O Uruguai, com 71 pontos, é o país mais bem posicionado da América Latina, na 21ª colocação. Depois vem o Chile, na 26ª posição, com 67 pontos. A Venezuela ocupa a pior posição na região, com 16 pontos, na posição 176.

Mais de dois terços dos países têm menos de 50 pontos, e a média mundial é de 43. O primeiro lugar no índice mundial é dividido entre a Dinamarca e a Nova Zelândia, ambas com 87 pontos. O último é da Somália, com 9 pontos.

A Transparência Internacional afirmou que “a corrupção continua sendo um dos maiores impedimentos para o desenvolvimento econômico e social do Brasil e que, depois das eleições de 2018, fortemente influenciadas por uma agenda anticorrupção, o país experimentou uma série de retrocessos nas suas estruturas legal e institucional de combate à corrupção”.

“A frustração com a corrupção nos governos e a falta de confiança nas instituições indicam a necessidade de maior integridade política”, salientou a presidente da ONG, Delia Ferreira Rubio. “Os governos devem abordar com urgência o papel corrupto do dinheiro no financiamento de partidos políticos e a influência indevida que ele exerce nos nossos sistemas políticos”, acrescentou.(Da DW)

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