O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) informou que estuda um novo tratamento contra o novo coronavírus, que envolve o uso da diacereína, substância usada no tratamento sintomático da osteoartrite (artrose e afecções articulares do tipo degenerativo).
Em nota publicada no sítio eletrônico da instituição, informa-se que o novo tratamento envolve o uso de hidroxicloroquina e hidrocortisona associada à diacereína. Chamado AGES-COVID-HCQ, o protocolo de pesquisa clínica foi submetido, nesta semana, pelo Centro de Pesquisa em Saúde da Diretoria de Ensino, Pesquisa e Inovação do IgesDF à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).
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“Assim que for aprovado, até 27 de abril, pela Conep, será iniciado o estudo que já conta com toda estrutura pronta e vai durar nove meses, porém, com a promessa de que os primeiros resultados saiam ainda no primeiro semestre”.
A previsão é avaliar o tratamento em 400 pacientes hospitalizados com sintomas leves, moderados ou graves para comprovar, cientificamente, se as substâncias funcionam ou não. “Essa pesquisa é mais uma iniciativa do para o enfrentamento da Covid-19 no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), explicou o diretor-presidente do IgesDF, Sérgio Costa.
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A nota informa que o pesquisador Luiz Sérgio Fernandes de Carvalho, reforçou que ainda não existe tratamento para Covid-19, apesar do forte debate em torno da hidroxicloroquina com outras associações. “Nosso grupo de pesquisadores está otimista com as possibilidades colocadas para este estudo clínico, pois poderemos demonstrar eficácia e segurança e, ao mesmo tempo, testar hipóteses que vão ter condições de serem generalizadas não só para o Brasil, mas para o mundo”, disse.
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“Desenvolvemos um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, fatorial 2×2, comparando placebo com o uso de diacereína com e sem a associação de hidrocortisona em baixa dose (até 200mg/dia) e hidroxicloroquina sobre o tempo livre de disfunções orgânicas e mortalidade até o 28º dia de internação em pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo associada à infecção pelo novo coronavírus”, explicou de forma técnica o diretor de Ensino, Pesquisa e Inovação, Everton Macêdo.
O estudo será realizado no Hospital de Base e no Hospital de Santa Maria, pelos pesquisadores Luiz Sérgio Fernandes de Carvalho, Riobaldo Marcelo Ribeiro Cintra, José Roberto de Deus Macedo e Paulo Giovanni Pinheiro Cortez, e em outros Hospitais do Distrito Federal e do estado de Goiás, sob coordenação do Centro de Pesquisa em Saúde do IgesDF.
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