“Genocídio”: esta é a palavra apropriada para descrever o extermínio sistemático de 6 milhões de judeus entre 1939 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial? Claramente, não. Em Israel, o maior crime contra a humanidade é chamado de “Shoah” e significa “catástrofe” ou “grande infortúnio”. Fora do Estado judaico, que foi fundado em 1948, a maioria das pessoas fala em Holocausto. O termo, derivado do grego, significa “completamente consumido pelo fogo”.
A tentativa de colocar em palavras a violação de humanidade cometida pelos alemães será sempre um desafio. Isso também se reflete no nome oficial do “Dia em Memória das Vítimas do Nacional-Socialismo“, introduzido em 1996 pelo então presidente alemão Roman Herzog. Ao lançar a data há 25 anos, Herzog explicou que chamá-las de “vítimas do Holocausto” seria usar “um termo muito limitado, porque a política racial nazista afetou outras pessoas além dos judeus”.
A data escolhida para a homenagem foi 27 de janeiro, dia em que ocorreu a libertação do campo de extermínio nazista de Auschwitz pelos soldados soviéticos, em 1945. A próxima cerimônia memorial para as vítimas do nazismo acontecerá nesta quarta-feira (27/01). Desta vez, foram convidadas duas palestrantes para o Bundestag: Charlotte Knobloch e Marina Weisband. Uma tem 88 anos; a outra, 33.
Knobloch, presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha até 2010, foi salva da deportação para o campo de concentração de Theresienstadt. Já Weisband é jornalista e membro do Partido Verde. Em comum, ambas compartilham a fé judaica – e seu compromisso com o antissemitismo.















