A nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala se tornou nesta segunda-feira (15) a primeira mulher e a primeira africana à frente da Organização Mundial do Comércio (OMC). A nomeação da economista para o cargo de diretora-geral foi decidida durante uma reunião extraordinária entre os membros da organização, depois que sua adversária, a ministra sul-coreana do Comércio, Yoo Myung-hee, retirou a candidatura na sexta-feira.
Em comunicado, Okonjo-Iweala disse que sua prioridade será abordar as consequências econômicas e de saúde da pandemia de Covid-19 e implementar as respostas políticas necessárias para a retomada da economia global.
“Nossa organização enfrenta muitos desafios, mas trabalhando juntos podemos tornar a OMC mais forte, mais ágil e mais bem adaptada às realidades de hoje”, disse a nova diretora-geral da organização.
Antes mesmo de sua designação, a economista de 66 anos já tinha amplo apoio de membros do órgão, incluindo China, União Europeia, União Africana, Japão e Austrália. Ex-colegas também já haviam defendido a escolha dela para o cargo.
“Ngozi é uma das pessoas mais qualificadas para a posição específica pela qual compete”, disse à agência DW, Shamsudeen Usman, ex-ministro do Planejamento Nacional da Nigéria, dias antes da decisão final.Os dois trabalharam lado a lado como ministros sob o governo do presidente nigeriano Goodluck Jonathan em 2011. Antes de assumir a pasta, Okonjo-Iweala renunciou ao Banco Mundial, onde havia atuado por 25 anos.
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