Assim como ocorreu com o requerimento para criação da CPI da pandemia, o pedido para criação de uma comissão de investigação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF) deve adormecer na mesa da presidência da Câmara Legislativa. A principal justificativa é que existem outros pedidos para CPI, entre as quais a da pandemia e que por isso é preciso respeitar a fila.
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O requerimento apresentado por parlamentares da oposição obteve o número mínimo de oito assinaturas. A oitava assinatura foi do deputado João Cardoso, do Avante, o mesmo partido do vice-governador Paco Britto. A solicitação ocorre diante das denúncias de mais de R$ 200 milhões de dívidas do Iges-DF, malversação do dinheiro público e uso ilegal do cartão corporativo. Em algumas ocasiões, os diretores chegaram a comprar salgadinhos com o cartão corporativo.
O governo de Ibaneis Rocha (MDB) tem a maioria esmagadora na Câmara Legislativa e não há interesse em expor as mazelas da administração distrital. Na próxima semana, talvez na terça-feira, a deputada Jaqueline Silva (PTB), poderá apresentar o relatório sobre a CPI da Pandemia. O parecer está sendo adiado semana após semana.
Cardoso afirmou, em seu pronunciamento, ter entrado para a política “para servir a sociedade” e ressaltou ter votado de forma contrária a apenas três projetos do governo, entre eles o que tratava do Iges. “Tenho recebido muitas informações de possíveis irregularidades, que podem ter sido motivos de falecimentos. Os recursos podem estar sendo usados irregularmente”.
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