No Distrito Federal a taxa de homicídios caiu mais uma vez, de 17,8% para 15,09%, de acordo com o Mapa da Violência
O Brasil registrou um aumento de 35% nas mortes violentas entre 2018 e 2019, de acordo com o Atlas da Violência, divulgado nesta manhã pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O documento tem uma parceria do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).
No Distrito Federal, a taxa de homicídios caiu, de acordo com o relatório. Em 2018, era de 17,8% e em 2019 ficou em 15,09%. Veja a tabela dos percentuais dos estados e do DF logo abaixo.
Entre os anos de 2009 e 2019, 623.439 pessoas foram vítimas de homicídio no Brasil, 333.330 vítimas, ou 53% deste total, eram adolescentes e jovens. Os negros representaram 77,1% das vítimas de homicídios no período.
Em 2009, do total de homicídios que aconteceram no país 71,2% foram praticados com o emprego de armas de fogo. Em 2019, esse percentual caiu para 67,7%. Já em 2019 11 UFs apresentaram percentuais de assassinatos cometidos com uso de armas de fogo acima da média nacional, com destaque para: Rio Grande do Norte (87,7%), Sergipe (79,2%), Ceará (78,6%), Pernambuco (78,1%) e Paraíba (75,8%). Os menores percentuais foram constatados no Distrito Federal (53,5%), em São Paulo (51,8%), em Santa Catarina (49,7%), no Mato Grosso do Sul (44,0%) e em Roraima (35,5%).
“O crescimento brusco desse índice nos últimos anos, como nunca antes observado na série histórica, acarreta sérios problemas de qualidade e confiabilidade das informações prestadas pelo sistema de saúde, levando a análises distorcidas, na medida em que geram subnotificação de homicídios”, aponta o presidente do Instituto Jones dos Santos Neves, Daniel Cerqueira.
Em média 73% dos casos de mortes por causa indeterminada referem-se a homicídios, o que por si só já elevaria o número de mortes no país em 2019. Os estados onde houve maior crescimento das MVCIs entre 2018 e 2019 foram o Rio de Janeiro (232%), Acre (185%) e Rondônia (178%).
No período de onze anos 333.330 adolescentes e jovens foram assassinados no país, representando 53% de todas as vítimas de homicídio do período.

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