Por duas vezes foi negado o pedido depois que Ana Lúcia brigou com o prefeito Diego Sorgatto
Bem que a vice-prefeita de Luziânia, Ana Lúcia de Sousa e Silva (DEM), tentou, mas pela segunda vez perdeu uma disputa judicial com o prefeito Diego Sorgatto (DEM). O desembargador do Tribunal de Justiça de Goiás, Jairo Ferreira Júnior, negou um pedido de liminar num agravo de instrumento contra a prefeitura.
Brigados politicamente logo após a posse da dupla no comando da prefeitura de Luziânia, Ana Lúcia trava uma batalha contra Sorgatto. A gota d´água foi a exoneração da vice-prefeita do cargo de secretária especial da Administração do Distrito do Jardim Ingá, cinco meses após a sua nomeação.
Ana Lúcia perdeu os oito assessores e a estrutura administrativa. Descontente, entrou com um recurso na primeira instância. A juíza Luciana Vidal Pelegrino Kredens negou o pedido para restabelecer a assessoria, incluindo um carro oficial à disposição. A vice-prefeita recorreu ao Tribunal de Justiça e a resposta não demorou com uma justificativa simples.
Ela chegou a encaminhar um ofício para Sorgato, no dia 25 de junho, quando pediu a cessão dos assessores de confiança e o carro oficial. No agravo de instrução ao TJGO, ela também alegou que na prefeitura existiriam mais de 200 assessores e que seu trabalho era também o de fiscalizar os atos administrativos.
O desembargador disse que não cabe à vice-prefeita ter uma logística ao seu redor, porque as “prerrogativas clássicas do vice-prefeito são substituir o titular no caso de impedimento e suceder-lhe a vaga”. O magistrado Jairo Ferreira Júnior escreveu também que não há provas “que demonstrem ato de obstrução do prefeito contra a vice” e que “não cabe ao Judiciário definir conduta administrativa”.
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