A reposição salarial aconteceria como condicionante para a PEC dos Precatórios no Senado Federal
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse na terça-feira (16) que aumentará salário a servidores federais usando dinheiro da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Precatórios. Bolsonaro participa de turnê no Oriente Médio, que deverá terminar na quarta-feira (17) com visita ao Catar.
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“A inflação chegou a dois dígitos. Conversei com o [ministro da Economia] Paulo Guedes, e em passando a PEC dos Precatórios, tem que ter um pequeno espaço para dar algum reajuste. Não é o que eles [servidores] merecem, mas é o que nós podemos dar”, afirmou em evento empresarial realizado em Manama, Bahrein, citado pela Folha de São Paulo em relação a dívidas decorrentes de sentenças judiciais.
“Por causa da inflação, os servidores estão há dois anos sem reajuste. Com a questão da pandemia, isso [aumento] até se justifica, porque muita gente perdeu o emprego ou teve até seu salário reduzido”, acrescentou, sem, no entanto, referir o valor individual da alta da remuneração, que é quantificada em um total de R$ 90 bilhões do orçamento.
Segundo ele, o reajuste é para “todos os servidores federais, sem exceção”, apesar de apontar que a liberação de novos concursos públicos para servidores seguirá bastante restritiva. O presidente também defendeu que assim haverá compromisso e “responsabilidade” com o equilíbrio fiscal do governo, apesar da opinião contrária de muitos economistas e analistas, que creem que tal medida gerará instabilidade, aumentará a inflação e afugentará investidores, relatou a Agência Sputnik.
A PEC, já aprovada pela Câmara, planeja aumentar o teto de gastos e parcelar o pagamento de precatórios aos funcionários. No entanto, ela enfrenta um difícil obstáculo no Senado, precisando ser aprovada em dois turnos com quórum qualificado.
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