Proposta que está emperrada há 30 anos na Câmara, deve ser votada pelo em fevereiro de 2022
Quatro deputados do Distrito Federal que estavam ontem (16) à noite no plenário da Câmara dos Deputados, votaram contra a urgência para votação do projeto que legaliza os jogos de azar. Duas votaram a favor e dois deputadas não marcaram presença. Ouça o podcast sobre a votação.
Foram a favor as deputadas Celina Leão (PP) e Paula Belmonte (Cidadania) e contra os deputados Júlio César Ribeiro (Republicanos), Érika Kokay (PT), Israel Barista (PV) e Luís Miranda (DEM). Não estavam presentes Bia Kicis (PSL) e Laerte Bessa (PL).
O deputado e pastor evangélio, Júlio César Ribeiro, disse que votou contra a urgência “por entender que seja um risco para o Brasil, pois poderá trazer a exploração infantil, drogas, contrabando, corrupção e vício, ao invés de impulsionar o desenvolvimento nacional”.
“O projeto será votado em fevereiro, com o tempo necessário para que seja maturado, discutido, para notarmos a quem interessa regularizar jogos, a quem não interessa regularizar jogos; quais são os seus efeitos, quais são as suas causas; o que é bom e o que é ruim”, avisou o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL).
O que diz o projeto
O texto propõe a legalização de todas as modalidades de jogos, como cassinos integrados em resorts, cassinos urbanos, jogo do bicho, apostas esportivas, bingos, jogos de habilidade e corridas de cavalos.
As licenças serão concedidas por meio de leilões, e os jogos serão fiscalizados por um órgão regulador e supervisor federal.
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