Os apaixonados acreditam que Lula vai preservar ministros da Suprema Corte, mas Flávio Bolsonaro também tem suas preferências.
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Faltam treze dias para a eleição nacional em primeiro turno. Lula da Silva está em Nova Iorque e vai falar na sessão de abertura das Nações Unidas. O que ele disse por lá vai se falar aqui nas eleições.
Mas antes de viajar, ele disse, para surpresa de muitos, que cinco dos dez ministros do STF têm que dar explicações sobre as relações com Daniel Vorkar.
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Ele não deveria ter dito, mas o que sai da boca não volta mais. Você, com sua paixão, acha que tudo se resolve cortando a cabeça de um ou de outro.
Nosso país não se resolve assim tão simplesmente. Se Lula da Silva se eleger, se fala que ele não vai mover uma palha contra Alexandre Moraes ou Dias Toffoli.
Se Flávio Bolsonaro se eleger, outra metade do Brasil avalia que ele não vai mexer uma palha contra Nunes Marques, Luiz Fux, muito menos contra o herói André Mendonça.
Só os apaixonados, ou que muito odeiam, acham que isso vai resolver nossos problemas. Um senado conservador, mas dominado pelo centrão, não deve cortar todas as cabeças de seus sonhos ou pesadelos.
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