José Antonio Kast, de extrema direita, e Gabriel Boric, da esquerda, se enfrentarão no segundo turno
Ninguém se atreve a prever o que vai acontecer no Chile. O resultado do segundo turno das eleições presidenciais em que José Antonio Kast, de extrema direita, e Gabriel Boric, da esquerda, se enfrentarão neste domingo (19), com propostas opostas, é incerto.
O Parlamento eleito no primeiro turno é equilibrado e deve deixar pouco espaço para extremismos. Mas fato é que dois modelos do país estão em jogo no Chile.
Ambos os candidatos, que na segunda-feira fizeram seu último debate diante das câmeras de TV, já fizeram esforços visíveis para moderar suas posições, procurando atrair o eleitorado centrista para a votação final.
“A questão é quem será capaz de mobilizar os indecisos e a alta porcentagem dos que não votaram no primeiro turno”, diz o analista político Klaus Bodemer, ex-diretor do Instituto de Estudos Latino-Americanos em Hamburgo.
“Temos que ser muito cautelosos. Uma grande parte da sociedade no Chile é conservadora”, aponta. “No final, somente aquele que está mais próximo do centro pode vencer. E isso se aplica a ambos os candidatos“, complementa Bodemer.















