Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que ontem foram registrados 265 novos casos
Voltou a acender o sinal de alerta para o nível de transmissão do vírus do novo coronavírus no Distrito Federal. É que a taxa de transmissão da doença passou de 0,88 na quinta-feira para 0,92 na sexta-feira (31).
A taxa de transmissão foi bem mais baixo, mas é provável que acabe bem próximo de um com as aglomerações das festas de Natal e do Ano Novo. Também cresceu os pedidos para testes, já que o surto de gripe confunde também os sintomas entre as duas doenças virais.
Quando a taxa aumenta, é sinal de que mais pessoas estão sendo contaminadas. A variante ômicron, aparentemente menos letal, está se disseminando no Distrito Federal.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que ontem foram registrados 265 novos casos e uma morte por Covid-19. Desde o início da pandemia, 11.108 pessoas morreram e 519.811 foram infectadas.
O Brasil registrou oficialmente ontem 72 mortes ligadas à Covid-19, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass). Também foram confirmados 10.282 novos casos da doença.
Com isso, o total de infecções registradas no país chega a a 22.287.521, e os óbitos oficialmente identificados somam 619.056. Os dados desta sexta-feira, no entanto, não incluem números de dois estados: Mato Grosso e Tocantins.
Em 2021, o país registrou um total de 14.611.548 novos casos de covid-19 ao longo de 12 meses, quase o dobro do total de 2020. Também foram contabilizadas 424.107 mortes pela doença em 2021 – mais de duas vezes o número do ano passado.
Distorção do presidente
Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão na noite desta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro distorceu dados para defender seu governo, voltou a se posicionar contra o passaporte vacinal, defendeu que crianças entre 5 e 11 anos devem se imunizar contra a covid-19 somente com prescrição médica e alfinetou governadores que optaram por decretar lockdown durante a pandemia.
“Não apoiamos o passaporte vacinal, nem qualquer restrição àqueles que não desejam se vacinar”, disse. “Defendemos que as vacinas para as crianças entre 5 e 11 anos sejam aplicadas somente com o consentimento dos pais e prescrição médica. A liberdade tem que ser respeitada”, completou.
Muitos países já exigem a comprovação de vacinação para várias atividades públicas, inclusive a Alemanha, onde o acesso a lojas só é permitido com a comprovação de vacinação ou recuperação da doença, por exemplo.
Quanto à vacinação infantil contra o coronavírus, dezenas de países já começaram as campanhas, entre eles Estados Unidos, Israel e a União Europeia.
Durante a exibição do pronunciamento, foram registrados panelaços e gritos de “Fora Bolsonaro” em grandes cidades, como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.













