EUA, China e Rússia discutem riscos de guerra na Ucrânia

Ucrânia manobras militares porta-aviões Misto Brasília
Porta-aviões são máquinas de guerra de grande mobilização mobilização/Arquivo/Der Spiegel
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Por enquanto a diplomacia está no teatro de operações, mas invasão russa pode acontecer

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, teve uma conversa telefônica com o chanceler chinês, Wang Yi, sobre a Ucrânia nesta quarta-feira (26), discutindo a segurança global e os riscos econômicos que poderiam surgir caso a situação se agrave, segundo o Departamento de Estado.



“O secretário Blinken ressaltou os riscos econômicos e de segurança global colocados por mais uma agressão russa contra a Ucrânia, e afirmou que a desescalada e a diplomacia são o caminho responsável a seguir”, disse o porta-voz do Departamento, Ned Price. O chefe da diplomacia da China, por sua vez, afirmou que as legítimas preocupações russas de segurança devem ser tratadas com seriedade.

“Hoje, no século XXI, todos os lados devem abandonar a mentalidade da Guerra Fria e formar um mecanismo equilibrado, efetivo e sustentável para a segurança europeia através de negociações. As legítimas preocupações russas de segurança devem ser tratadas com seriedade e ser atendidas.”, afirmou Wang Yi.




O Ministério das Relações Exteriores da Rússia confirmou ontem (26) que a resposta da OTAN às propostas de segurança foi entregue ao embaixador russo em Bruxelas. Um documento análogo foi transmitido por Washington ao vice-chanceler russo Aleksandr Grushko.

Os EUA não querem que o documento seja público. A Rússia prometeu estudar o conteúdo do texto. Enquanto isso, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, explicou por que a aliança está fortalecendo sua presença nas regiões do mar Báltico e do mar Negro em meio às negociações com Moscou.




“Enquanto estamos trabalhando para uma boa solução quanto à desescalada, também estamos preparados para o pior. Portanto, paralelamente aos nossos esforços em direção ao diálogo, também estamos aumentando a prontidão de nossas forças”, disse durante briefing na quarta-feira.

O chefe da Aliança Atlântica saudou ainda a decisão dos EUA de colocar 8.400 tropas em alerta máximo para um possível deslocamento para a Europa, “demonstrando o compromisso muito forte dos EUA com a segurança europeia”, de acordo com suas palavras, informou a Agência Sputnik.


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