Depois da prisão, houve protestos com dezenas de prisões, feridos, carros queimados e bloqueios de rodovias
A prisão do governador de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, desencadeou nesta sexta-feira (31) violentos protestos na Bolívia. Acusado de terrorismo, o influente líder da oposição foi detido no âmbito do caso que investiga renúncia forçada de Evo Morales da presidência em 2019.
Depois da prisão, houve protestos com dezenas de prisões, feridos e três carros queimados. A Comissão de Santa Cruz anuncia o bloqueio de todas as rodovias e acessos ao departamento para “proteger”seus dirigentes, além de outras medidas escalonadas. A informação é do jornal Ela Diario.
Camacho foi detido na quarta-feira na cidade de Santa Cruz e posteriormente transferido para La Paz, em uma questionada operação policial. Na manhã desta sexta, um juiz ordenou a prisão preventiva do opositor por quatro meses. Na audiência, Camacho afirmou que “nunca” vai desistir e que vai continuar “lutando” contra o que considerou um “abuso” do partido governante Movimento ao Socialismo (MAS).
O Ministério Público o acusa de crime de terrorismo pelos fatos registrados durante a crise de 2019 que levou à renúncia da presidência de Evo Morales, que posteriormente denunciou ter sido vítima de um “golpe de Estado”, em meio a denúncias de fraude eleitoral a seu favor nas eleições fracassadas daquele ano.
Após a prisão de Camacho, uma greve geral foi convocada em Santa Cruz, maior região da Bolívia e motor econômico do país. Ruas desertas bloqueadas com pneus ou bandeiras e algumas poucas pessoas se deslocando a pé ou de bicicleta compuseram o cenário que prevaleceu na primeira metade da sexta no centro histórico da cidade de Santa Cruz.
Também houve vigílias nas portas de instituições estatais como o Tribunal Eleitoral Departamental e o escritório distrital da Direção Geral de Migração.



















