O diretor da Polícia Civil do Distrito Federal disse que a maioria foi autuada pelo crime de tentativa de golpe de Estado
Por Misto Brasília – DF
O diretor do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil, Leonardo de Castro Cardoso, informou que 206 pessoas foram presas nos atos de 8 de janeiro.
Ele prestou depoimento na manhã de hoje (17) como testemunha na CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa. O delegado afirmou que três dos investigados planejavam colocar bombas em viaduto e explodir veículos.
“Recebemos denúncia anônima sobre um plano de colocação de explosivos em subestações de energia de Taguatinga para causar interrupção do fornecimento de energia em Brasília e provocar o caos”.
Os detalhes constam de inquérito policial e que por isso ele não poderia dar mais detalhes pelo segredo que as investigações exigem. Leonardo de Castro disse que há gravações e detalhes desse planejamento.
Na próxima semana, deve prestar depoimento na CPI o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, que ficou calado no depoimento que prestou na CPMI de 8 de janeiro, no Congresso Nacional. O Misto Brasília transmite ao vivo as sessões da CLDF – confira na homepage do site
“Nenhuma das pessoas foi presa injustamente. Essas pessoas escolheram estar nos prédios no momento da invasão. Vários declararam depois dos fatos que estavam lá porque não aceitavam o governo eleito. Algumas pessoas no depoimento, inclusive, disseram que iriam permanecer acampadas dentro dos prédios até a mudança de governo”,
O delegado disse que a maioria dos manifestantes foram autuados pelo crime de tentativa de golpe de Estado pela Polícia Civil.
“Avaliamos a conduta daquelas pessoas e de acordo com os depoimentos dos policiais militares, os interrogatórios, as imagens veiculadas e o contexto, nossa convicção foi de que essas pessoas tiveram participação no crime de tentativa de golpe de estado e por isso foram autuadas. Havia jovens, idosos, pessoas de baixa renda, de alta renda, de vários estados. Mas nós avaliamos os fatos, e não as pessoas”.
“Alguns declararam o motivo de estarem ali. Diziam que não aceitavam o resultado das urnas, queriam impedir o comunismo no país, queriam intervenção militar. Eles usavam palavras de baixo calão para se referir ao novo governo”.
Sobre a tentativa de explosão de um caminhão-tanque no aeroporto de Brasília na véspera de Natal, o delegado explicou que Wellington Macedo continua foragido.
“Ele retirou a tornozeleira eletrônica e se deslocou para o Mato Grosso do Sul, mas neste momento não está mais no país segundo informações que temos. Também sabemos que Wellington Macedo frequentava o acampamento em frente ao QG”.


















