Sai o Bar do Piru e retorna o Taioba no restaurante da Câmara

Restaurante principal Câmara Misto Brasil
Detalhe do restaurante principal da Câmara dos Deputados/Jorge Cury/Misto Brasil
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Contrato com a empresa de Belo Horizonte foi rescindido em janeiro e um novo pregão foi realizado, saindo vencedora a empresa de Brasília

Por Misto Brasil – DF

A Câmara dos Deputados volta à rotina nesta segunda-feira (19) depois do recesso branco do Carnaval. No mesmo dia, os serviços no restaurante central e da lanchonete do Anexo III retornam sob nova administração.

O contrato com a empresa J&F Bar e Restaurante Ltda, mais conhecido como o Bar do Piru, de Belo Horizonte, foi rescindido unilateralmente pela Câmara no dia 1º de fevereiro. O documento foi assinado pelo diretor-geral Celso de Barros Correia Neto.

O motivo foi uma série de problemas identificados entre maio a dezembro, prazo que teve vigência o contrato previsto de dois anos no valor de R$ 1.609.560,25. Em resumo: o Bar do Piru não entregou o que foi prometido no documento assinado no dia 29 de maio de 2023.

Uma nova concorrência, sob a forma de pregão eletrônico, foi realizada em janeiro pela Seção de Administração de Refeitórios e Orientação Nutricional (Senut).

Oito empresas apresentaram propostas, saindo vencedora a Taioba Self-Service Ltda, de Brasília.

A rede Taioba, da família Frazão Reis, volta à Cãmara depois de um ano. Por duas vezes consecutivas venceu o pregão eletrônico, mas no ano passado perdeu a concorrência para o Bar do Piru.

Pela proposta escolhida, a Taioba vai pagar mensalmente à Câmara R$ 115.342,33. O valor anual é de R$ 1.384.107,96.

A empresa já fornece alimentação para os servidores e visitantes no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), além de manter outras lojas em pontos diferentes da capital.

Na troca das empresas, a nova administração comprou uma parte do mobiliário do Bar do Piru. Aparentemente, a empresa mineira encontrou uma série de dificuldades administrativas e financeiras, o que acabou inviabilizando o negócio. Até mesmo o salário dos funcionários atrasaram por  três meses e obrigações sociais e fiscais deixaram de ser pagas.

A estimativa do valor dos lanches previsto na proposta apresentada à Câmara é de R$ 13,29. Por dia devem ser comercializados 3.120 unidades. O valor médio das refeições é de R$ 50,25. A previsão é que sejam fornecidas por dia 3.980 almoços.

Nos próximos dez dias, deve abrir o restaurante do subsolo do Anexo III. Lá, tradicionalmente, são servidas refeições num cardápio mais elaborado. Nesse mesmo período, está previsto o retorno dos cafés à tarde. Os serviços de delivery voltam nesta segunda-feira. O número de funcionários será de 75, muitos dos quais aproveitados da antiga empresa.

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