Número de vítimas fatais na Faixa de Gaza pode ser bem maior

Faixa de Gaza ataque de Israel cratera Misto Brasília
Cratera gigantesca após ataque de Israel na Faixa de Gaza/Arquivo/Reprodução vídeo
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As Nações Unidas estima que, até 29 de fevereiro de 2024, 35% dos edifícios na Faixa de Gaza foram destruídos

Por Misto Brasil – DF

Um estudo feito por pesquisadores da área de saúde publicado no periódico científico The Lancet aponta que o número de mortes decorrentes da ofensiva israelense na Faixa de Gaza pode ser bem maior do que o estimado pelas estatísticas oficiais.

Em seu último balanço, divulgado em 19 de junho, o Ministério da Saúde palestino aponta um total de 37.396 mortos no enclave desde o início da ofensiva, em outubro de 2023.

Pesquisadores apontam que a coleta de dados por parte do ministério se torna cada vez mais complicada devido à destruição de grande parte da infraestrutura da Faixa de Gaza.

Nesse contexto, a organização não governamental Airwars, que faz análises detalhadas de incidentes na Faixa de Gaza, descobre com frequência nomes de vítimas fatais identificadas que acabaram não sendo incluídos na lista de óbitos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, até 29 de fevereiro de 2024, 35% dos edifícios na Faixa de Gaza foram destruídos, portanto, o número de corpos ainda enterrados nos escombros é provavelmente substancial, com estimativas que apontam para mais de 10 mil.

Somado a isso, o estudo acrescenta que “conflitos armados têm implicações indiretas na saúde além do dano direto da violência”.

O texto avalia que o número de mortes indiretas seja grande dada a intensidade do conflito; a destruição da infraestrutura de assistência médica; a escassez severa de alimentos, água e abrigo; a incapacidade da população de fugir para lugares seguros; e a perda de financiamento para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA, na sigla em inglês), uma das poucas organizações humanitárias ainda ativas na Faixa de Gaza.

Segundo o estudo, “em conflitos recentes, tais mortes indiretas variam de três a 15 vezes o número de mortes diretas”, o que levou os pesquisadores à estimativa de 186 mil mortos.

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