Países como Espanha, Japão, Austrália e várias províncias da China anunciaram nesta semana terem medido níveis históricos
Por Misto Brasil – DF
As temperaturas médias durante os três meses de verão do hemisfério norte (junho, julho e agosto) foram as mais altas já registradas, ultrapassando o recorde de 2023, anunciou na noite de quinta-feira (05) o Copernicus, o programa de monitoramento de mudanças climáticas da União Europeia (UE).
Segundo os dados do observatório, a temperatura média global de junho a agosto 2024 foi a mais alta já registrada, 0,69°C acima da média de 1991 a 2020 para esses três meses, superando ainda o recorde anterior de 2023, que era 0,66°C acima.
Na Europa, no entanto, as temperaturas ficaram ainda mais acima dos dados globais: 1,54°C acima da documentada de 1991 a 2020, ultrapassando o recorde anterior, de 2022, que era de 1,34°C.
E os recordes de calor não cessam. Países como Espanha, Japão, Austrália e várias províncias da China anunciaram nesta semana terem medido níveis históricos de calor relativos ao mês de agosto.
“Durante os últimos três meses de 2024, o mundo vivenciou o junho e o agosto mais quentes, o dia mais quente já registrado e o verão boreal mais quente já registrado. Essa sequência de temperaturas recordes está aumentando a probabilidade de 2024 ser o ano mais quente já registrado”, disse Samantha Burgess, diretora-adjunta do serviço de mudança climática do Copernicus.
“Os eventos extremos relacionados à temperatura testemunhados neste verão só se tornarão mais intensos, com consequências mais devastadoras para as pessoas e o planeta, a menos que tomemos medidas urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa”, completou Burgess.














