Na comparação com o real, a moeda norte-americana encerrou as negociações a R$ 6,0934, no maior valor nominal de fechamento da história
Por Misto Brasil – DF
O dólar à vista começou a semana renovando máximas históricas com a perspectiva de que o pacote fiscal não deve ser aprovado no Congresso Nacional ainda neste ano. A forte valorização da divisa foi amenizada por uma nova intervenção no câmbio pelo Banco Central nesta segunda-feira (16).
Na comparação com o real, a moeda norte-americana encerrou as negociações a R$ 6,0934 (+1,03%), no maior valor nominal de fechamento da história. O recorde anterior foi registrado na última segunda-feira (9), quando o dólar terminou a sessão cotado a R$ 6,0829.
O desempenho destoou da tendência vista no exterior. O indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, caiu aproximadamente 0,14%, aos 106,863 pontos.
No cenário doméstico, o real seguiu pressionado pelas incertezas sobre o cenário fiscal, em meio à deterioração das expectativas e nova intervenção no câmbio pelo Banco Central.
Ontem (15), o presidente Lula da Silva afirmou que ninguém tem mais responsabilidade fiscal do que ele, e voltou a criticar a taxa de juros, em entrevista ao “Fantástico”, da Globo.
O presidente disse que o governo fez “aquilo que é possível” ao mandar o pacote fiscal para o Congresso Nacional. Ele também afirmou que “a única coisa errada nesse país é a taxa de juros estar acima de 12%”. “Essa é a coisa errada. Não há nenhuma explicação”, acrescentou Lula.
O chefe do Executivo teve alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, na manhã do último domingo.
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