O presidente perdeu prestígio entre mulheres, pretos, pardos, nordestinos e entre quem ganha até dois salários mínimos
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Oscar Wilde, o famoso autor de O Retrato de Dorian Gray, teria dito que as pessoas mais interessantes são os homens que têm futuro e as mulheres que têm passado.
No Brasil, para o horror das mulheres empoderadas, se diz, homem tem que ter futuro, mulher tem que ter passado. Na semana passada, falando para os novos prefeitos, Lula da Silva fez questão de dizer que estava firme e disposto.
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No final da semana, um ônibus lhe pegou. Pesquisa Datafolha mostrou que ele só tem 24% de aprovação, seu pior índice de todos os tempos. Ele perdeu 20 pontos percentuais entre os que votam nele.
Ele perdeu prestígio entre mulheres, pretos, pardos, nordestinos e entre quem ganha até dois salários mínimos. Outra pesquisa, Ipec, o antigo Ibope, aponta que 62% avalia que ele não deve ser candidato à reeleição.
A maioria, 36%, não é como querem bolsonaristas antipetistas, que o veem como corrupto, mas porque faz o mau governo.
Lula da Silva luta, como disse Wilde, para voltar a ser um homem de futuro. Pode reverter isso? Pode. Vai ser fácil? Não.
A infelicidade de Lula não é boa notícia para os bolsonaristas, pois com tanta gente querendo ser presidente, a possível anistia ao ex-presidente fica cada dia mais remota.
O Brasil ganha a chance de não ter Lula, nem Bolsonaro, na cédula eleitoral em 2026.






















