Para o ministro do STF, o inquérito é mais grave do que outros casos de grande repercussão, como mensalão e a Lava Jato
Por Misto Brasil – DF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, avaliou que a denúncia apresentada sobre a tentativa de golpe de Estado, pela Procuradoria-Geral da República (PGR), é singular e também de difícil comparação.
O caso que será julgado tem como indiciados o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas na Primeira Turma.
É composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, vai decidir se dará prosseguimento ou não à denúncia.
Na terça-feira (25), a defesa do ex-presidente solicitou que Dino e Zanin sejam impedidos de julgar o caso. Os dois ministros moveram ações contra Bolsonaro na Justiça.
O advogado Celso Vilardi pediu que o plenário do Supremo julgue o pedido de suspeição.
Para ministro Mendes em declaração ao g1, o inquérito é mais grave do que outros casos de grande repercussão julgados pelo STF, como o mensalão, que ameaçou derrubar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2005, e a Lava Jato.
Além disso, o ministro considerou que a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, foi realizada dentro do que prevê a legislação atual e não há motivo para ser anulada.
“O fato em si também é muito diferente de tudo o mais”.
“No mensalão se falava: está se corrompendo a democracia, a compra de votos. Aqui é uma coisa muito mais grave, quando se fala de matar o presidente da República, matar o vice-presidente, matar o ministro do Supremo, prender outros, fazer uma intervenção, sabe, é algo se formos buscar uma comparação, por exemplo, com o Mensalão, nós vamos dizer, poxa, é algo, ainda que tivesse a ver com democracia e a liberdade de voto, mas é algo totalmente diverso“.
“A gravidade, portanto, dos fatos narrados é qualquer coisa de especial, e que se tem avançado tanto”.





















