Em carta a Trump, Barroso falou em “incompreensão dos fatos”

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Luiz Barroso foi presidente do Supremo Tribunal Federal/Arquivo/Fellipe Sampaio/SCO/STF
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A resposta pública do STF se soma às reações do Executivo e à mobilização interministerial de Lula da Silva em reação ao tarifaço

Por Misto Brasil – DF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, divulgou na noite de domingo (13) uma carta de resposta ao presidente americano Donald Trump, afirmando que a Justiça brasileira “protegeu o Estado democrático de direito” nos processos contra Jair Bolsonaro e que o STF atua com independência, transparência e respeito ao devido processo legal.

Barroso escreveu que as sanções anunciadas por Trump em 9 de julho, incluindo a sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, se baseiam em “compreensão imprecisa dos fatos”. Segundo ele, o Judiciário não tem competência diplomática, mas é seu dever apresentar um relato “sereno dos fatos relevantes” que justificam sua atuação.

A resposta pública do STF se soma às reações do Executivo e à mobilização interministerial de Lula em reação ao tarifaço, revelou o InfoMoney.

Em carta de resposta do STF ao presidente americano, presidente da Corte destaca experiência histórica do Brasil, garante transparência nos processos e afirma que Judiciário responde por evidências, não por pressões externas; veja na íntegra
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, divulgou na noite de domingo (13) uma carta de resposta ao presidente americano Donald Trump, afirmando que a Justiça brasileira “protegeu o Estado democrático de direito” nos processos contra Jair Bolsonaro e que o STF atua com independência, transparência e respeito ao devido processo legal.

Barroso escreveu que as sanções anunciadas por Trump em 9 de julho, incluindo a sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, se baseiam em “compreensão imprecisa dos fatos”. Segundo ele, o Judiciário não tem competência diplomática, mas é seu dever apresentar um relato “sereno dos fatos relevantes” que justificam sua atuação.

A resposta pública do STF se soma às reações do Executivo e à mobilização interministerial de Lula em reação ao tarifaço.

O ministro destacou que, desde 2019, o Brasil enfrentou tentativas de golpe de Estado, protestos contra ministros do STF, bombardeios à Polícia Federal e ameaças à democracia. No entanto, citou que todos os processos foram públicos, com garantias do contraditório e sustentação em elementos documentais apresentados pela Procuradoria-Geral da República.

Barroso listou decisões recentes que reforçam a liberdade de expressão e a atuação independente do Judiciário, como a declaração de inconstitucionalidade de normas da ditadura que restringiam imprensa e críticas políticas, a proteção a jornalistas contra assédio judicial e novas regras para remoção de conteúdo digital.

Ao final da carta, Barroso ressaltou que, “em momentos difíceis, devemos nos apegar a valores e princípios que nos unem: soberania, democracia, liberdade e justiça”. A mensagem expressa apoio à oposição às sanções externas e reitera o compromisso do Judiciário com o Brasil e seu sistema institucional.

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