Os parlamentares suprimiram a autorização para a participação do banco estatal em outras instituições brasileiras e estrangeiras
Por Misto Brasil – DF
A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na sessão plenária na tarde desta terça-feira (29), a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
A votação do projeto de lei 1.882/2025 aconteceu de forma rápida. O governo distrital pediu urgência na votação e foi o que fizeram os parlamentares da base governista, que tem maioria no Legislativo.
Dos 22 parlamentares que registraram a presença, 14 votaram favoráveis e um voto foi contrário. Os demais não se manifestaram no painel.
Antes da votação no plenário, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, se reuniu por duas horas e meia com os deputados distritais. Foi uma tentativa de esclarecer pontos sobre a negociação que oficialmente foi conhecida em março.
A proposta era mais ampla e visava abrir as portas para que o BRB adquirisse participação em instituições financeiras sediadas no Brasil e no exterior.
Uma emenda apresentada pelo PT e avalizada pelos parlamentares, suprimiu os dois primeiros artigos do texto, mantendo, assim, o foco na transação com o Master.
A deputada Paula Belmonte (Cidadania) lembrou no discurso que o projeto havia sido considerado inadequado pela Consultoria Legislativa da CLDF por ausência de dados sobre a viabilidade financeira da operação.
No documento, a Consultoria recomendou a suspensão de qualquer deliberação até comprovação das viabilidade técnica, econômica e financeira pelas partes, o que não foi acatado pela Presidência da CLDF.
A parlamentar teme que a compra poderá impactar na clientela do banco estatal.
“Um dos acionistas do BRB são os aposentados. Se essa operação não der certo, quem vai pagar são os aposentados, além dos servidores públicos”.
Lembrou que o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev) é dono de 16,47% das ações do BRB desde 2017.




















