O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de inflação para 2025 e deve fechar em 4,83%, abaixo do projetado
Por Pedro Peduzzi – DF
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) recuou 0,5% em julho, na comparação com junho. De acordo com o Banco Central, é a terceira retração consecutiva do indicador, calculado já com o ajuste sazonal.

De acordo com a autoridade monetária, o setor que apresentou maior recuo foi o industrial (1,1%). Já o IBC-BR do setor agropecuário recuou 0,8%. No caso do setor de serviços, foi observada uma retração de 0,2%.
Na comparação com julho de 2024, o IBC-Br apresentou alta de 1,1%. No acumulado de 12 meses (período finalizado em julho), a alta apresentada ficou em 3,5%. No período compreendido entre janeiro e julho, o resultado foi também de alta de 2,9%.
Nessas duas situações, não é necessário que o cálculo seja feito com ajuste sazonal, uma vez que se tratam de períodos correspondentes.
O cálculo com ajuste sazonal é feito quando os períodos referenciais apresentam diferenças com relação ao número de dias úteis ou oscilações típicas de algumas atividades, em especial, relativas a picos de produção.
O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de inflação para 2025.
De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central, o Brasil fechará o ano com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país) em 4,83% – abaixo, portanto, dos 4,85% projetados há uma semana.

Há quatro semanas, o mercado trabalhava com a previsão de que 2025 terminaria com uma inflação ainda mais alta, de 4,95%. Para os anos subsequentes, as projeções são de 4,30% em 2026 e de 3,90% em 2027.
A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.















