Demônio de ontem pode ser o santo de amanhã

Arthur Lira e Aguinaldo Ribeiro Câmara Misto Brasília
O ex-residente da Câmara, Arthur Lira e Aguinaldo Ribeiro, relator da reforma tributária/Arquivo/Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
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Na política brasileira o que era pode não ser, como as relações do Centrão com o governo ou a questão que envolve o IR

Por Genésio Araújo Júnior – DF

Nada como um dia atrás do outro e uma noite no meio. O plenário da Câmara dos Deputados, no último dia 17 de setembro, aprovou com 314 votos a votação secreta da PEC da Blindagem, que ela chamava PEC das Prerrogativas. 

O caso fez manifestações da esquerda, que não lotavam as ruas, ajudaram a enterrar a iniciativa, os senadores deixaram os deputados muito mal na vida.

Hoje, o plenário da Câmara dos Deputados poderá dar mais de 400 votos para o PL da isenção do imposto de renda de R$ 5 mil.

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Projeto relatado por um dos chefes do Centrão, Arthur Lira, que poderá ter emenda de outro nome do Centrão, Cláudio Cajado, qual poderá levar essa isenção para R$ 7.590.

Em setembro, os deputados entraram no inferno e foram xingados nas ruas.

E neste outubro, com o apoio fundamental do Centrão tão mal falado, talvez só perca para o Judiciário, aquele que nos salvou do golpe de Estado, podem estar pegando passaporte para o paraíso.

O mundo dos demônios e santos faz com que a política se confirme como a mais célebre atividade humana que ganhou a marca da arte do possível.

O demônio de ontem pode ser o santo de amanhã.

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