O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,4431, com baixa de 0,35%. Os investidores reagiram ao Índice de Atividade Econômica
Por Misto Brasil – DF
Depois de uma breve recuperação, o Ibovespa voltou ao tom negativo, acompanhando o desempenho dos índices em Wall Street.
Nesta quinta-feira (16), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com queda de 0,28%, aos 142.200,02 pontos.
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,4431, com baixa de 0,35%.
No cenário doméstico, os investidores reagiram ao Índice de Atividade Econômica (IBC-Br).
Considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o dado teve um avanço de 0,4% em agosto em relação ao mês anterior, em dado dessazonalizado, segundo o Banco Central (BC).
O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,6%, depois de recuo de 0,52% em julho (dado revisado).
Na comparação com agosto do ano anterior, o IBC–Br teve alta de 0,1%, enquanto no acumulado em 12 meses registrou um ganho de 3,2%, de acordo com números não dessazonalizados.
O mercado também ficou à espera da reunião entre o secretário dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Viera.
O encontro, que marca o início das tratativas comerciais após a tarifa adicional de 50% sobre os produtos brasileiros imposta no início do segundo semestre, aconteceu na tarde desta quinta-feira (16).
A Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, Paula Zohbi, comentou que a intensa movimentação nos mercados financeiros, com a queda das bolsas de Nova York e a disparada do VIX, foi engatilhada por uma renovada preocupação com a qualidade do crédito no sistema bancário dos Estados Unidos.
O medo de que empréstimos de alto risco, conhecidos como sour loans, estivessem se acumulando nos balanços de instituições como bancos regionais e a Jefferies levou a uma forte liquidação de ações do setor financeiro.
Essa incerteza gerou um aumento imediato na aversão ao risco global, fazendo com que o VIX disparasse, refletindo o nervosismo do mercado em relação ao potencial impacto desses calotes em um cenário de endividamento de consumidores e empresas americanas, que lutam para honrar seus compromissos diante de juros elevados.
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