Força-tarefa deve reconstruir cidade após tornado

Paraná Tornado Rio Bonito do Iguaçu Misto Brasil
vista aérea da parte urbana de Rio Bonito do Igraçu/Arquivo/Jonathan Campos/AEN
Compartilhe:

Em cada canto da cidade, o que mais se percebe é que os ventos que ultrapassaram 330 quilômetros por hora (km/h) levaram mais do que concreto

Por Thiago Leandro – PR

Em Rio Bonito do Iguaçu, o que se observa é a tentativa de recomeçar. Em meio aos entulhos e ao que sobrou das casas, a sensação ainda é de incredulidade. Aos 89 anos de idade, seu José Sabatino Filho não consegue acreditar em tudo que viveu.

“Foi questão de um minuto. Um minuto mais ou menos, eu só ouvi o estouro: pow! Aquele estouro. E daí começou a cair telha, começou a cair tudo. Daí minha mulher se jogou embaixo da mesa e eu me encostei na parede. Vou correr pra onde? Correr é pior. Levei as mão assim, botei as mão na cabeça.”

A casa do Seu José é no centro de Rio Bonito do Iguaçu e ela ficou completamente destruída. A preocupação dele e da esposa, era realmente se abrigar de alguma forma para não se machucarem. Atrás da casa dele, existiam cinco residências. Todas elas vieram abaixo.

Em cada canto da cidade, o que mais se percebe é que os ventos que ultrapassaram 330 quilômetros por hora (km/h) levaram mais do que concreto. Cleiton Wieczorkovski estava fora da cidade e quando chegou em casa viu o que tinha acontecido.

No celular, o vídeo na galeria guarda o exato momento de quando percebeu a situação.

“Eu e minha esposa estávamos chegando de Laranjeiras do Sul. Na entrada da da cidade, eu falei para ela: ‘Olha, o posto tá destruído’. Nisso passou aquele um redemoinho preto, que foi destruindo tudo. A minha casa foi abaixo. Não tinha o que fazer.”

O ginásio de um dos principais colégios estaduais de Rio Bonito do Iguaçu veio abaixo. Parte da estrutura que ficou completamente retorcida. Próximo dali, o Colégio Estadual também ficou completamente destruído.

Uma força-tarefa para reconstruir a escola envolve o governo do município e do Estado do Paraná. A promessa é de que até fevereiro de 2026 ele volte a funcionar. A obra já começa na segunda-feira.

A reconstrução do ginásio vem em um segundo momento para dar condição de trabalho aos professores e aos estudantes.

(Thiago Leandro trabalha na TV Unoeste)

PARTICIPAÇÃO DO LEITOR

Participe desta discussão

Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.

Seu e-mail não será publicado.
Entre 20 e 3.000 caracteres.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Notícias, vídeos e destaques em tempo real. Escolha sua rede favorita.

Dica: acompanhe também pelo WhatsApp para receber atualizações rápidas.

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades