A mania nacional de nossos agentes públicos, seja direita, esquerda ou centro, de chegando no poder, tratar o Estado como se fosse seu
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Talvez o maior problema desse lindo país chamado Brasil seja o que o iluminado Raimundo Faoro cunhou com seus “Os donos do poder”: patrimonialismo.
A mania nacional de nossos agentes públicos, seja direita, esquerda ou centro, de chegando no poder, tratar o Estado como se fosse seu.
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Jair Bolsonaro, que enfrentou o recorde de 197 pedidos de impeachment, inclusive na bárbara forma de lidar com a pandemia.
O PGR Augusto Aras se enrubou nas faces, o blindou, uma blindagem bárbara, o povo derrubou.
A Câmara, numa ação surpreendente, tentou emplacar sua PEC da blindagem, com medo do Supremo. O povo nas ruas derrubou.
O ministro Gilmar Mendes, atendendo o pedido, cometeu o supremo erro de mudar as regras da lei do impeachment, que precisava ser mudada sim, mas não pelo judiciário.
Gilmar Mendes passou recibo de que tem medo de que o Legislativo, em nome de seus erros, ou dos erros do Judiciário, faça expurgos na Suprema Corte.
O supremo erro do decano do STF, ou será reformado por eles próprios, ou pelo Legislativo, ou pelas ruas.
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