Dólar fechou o dia em alta, mas na semana desvalorizou

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O dólar norte-americano é a moeda preferida em todo o mundo/Arquivo/ONU
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O movimento acompanhou a tendência externa. As ações dos grandes bancos aceleraram os ganhos nesta sexta-feira

Por Misto Brasil – DF

A deterioração no sentimento de risco nos Estados Unidos fortaleceu o dólar ante moedas emergentes e fortes. Nesta sexta-feira (12), o dólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,4108, com alta de 0,12%.

O movimento acompanhou a tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, subia 0,05%, aos 98.400 pontos.

Na semana, o dólar à vista acumulou desvalorização de 0,39% ante o real.

O dólar ganhou força em meio a incertezas sobre o rumo do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) e a deterioração do sentimento de risco nos Estados Unidos com o setor de tecnologia – a retomada do temor de uma bolha de inteligência artificial (IA).

Na última quarta-feira (10), o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed cortou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, como o esperado, ontem (10). Essa foi a terceira redução consecutiva.

As ações dos grandes bancos aceleraram os ganhos nesta sexta-feira (12).

O movimento coincidiu com a reversão da aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, conforme destaca Bruno Perri, economista-chefe, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Forum Investimentos.

O destaque ficou para o Banco do Brasil, que passou de alta de cerca de 0,5% antes do comunicado do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, para ganhos de cerca de 1,5% por volta das 15h (horário de Brasília).

Os EUA haviam sancionado Moraes com base na Lei Magnitsky Global em julho. Na ocasião, o governo dos EUA acusou o ministro de usar os tribunais como armas, autorizar detenções arbitrárias e suprimir a liberdade de expressão.

Moraes foi o relator do processo no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado no qual ele foi condenado a mais de 27 anos de prisão.

 

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