O avanço foi impulsionado pelo desempenho da moeda no exterior. A recuperação ocorre na esteira das decisão sobre o novo presidente do Fed
Por Misto Brasil – DF
O dólar iniciou o mês de fevereiro em alta, apoiado pela realização nos mercados de commodities e alívio nas tensões geopolíticas.
Nesta segunda-feira (2), o dólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,2593, com alta de 0,22%.
O avanço foi impulsionado pelo desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17 horas (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,64%, aos 97.632 pontos.
O especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, observou que o dia começou com a alta do dólar, acompanhando a valorização da moeda americana no exterior, medida pelo índice DXY. O DXY sobe pelo segundo dia consecutivo, com fortalecimento principalmente em relação ao iene e ao euro.
Essa recuperação do dólar ocorre na esteira das decisão de Trump sobre o novo presidente do Fed, que, por ora, dissiparam parte das incertezas em relação à independência do banco central americano.
O real iniciou a sessão em queda, acompanhando o sentimento mais forte do dólar globalmente, mas ganhou força ao longo da tarde, caminhando para próximo da estabilidade.
O movimento de alta das bolsas americanas contribuiu para o desempenho da divisa brasileira ao criar um ambiente mais favorável ao risco, refletido na menor busca por proteção — evidenciada pela queda do ouro e recuo de cerca de 5% do VIX.
Além disso, o petróleo, que vinha acumulando prêmio de risco geopolítico, recuou na sessão de hoje, aliviando pressões adicionais sobre ativos de risco.
Ibovespa fecha, preliminarmente, com alta de 0,77%, aos 182.765,80 pontos

