Irã lançou novos ataques no sexto dia de guerra

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Homens observam prédio destruído por ataques aéreos em Teerã/Arquivo/Reprodução/Rede social
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O Senado dos Estados Unidos rejeitou um projeto de lei que poderia interromper a guerra deflagrada pelo presidente Donald Trump

Por Misto Brasil – DF

Irã lançou durante a madrugada desta quinta-feira (05) novos ataques contra Israel e países do Golfo aliados dos Estados Unidos, no sexto dia da guerra na região. A Guarda Revolucionária do Irã disse ter realizado uma “operação combinada de mísseis e drones contra as posições” de Israel e das bases americanas na região, na 19ª onda de ataques iranianos.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) acionaram vários alertas de mísseis lançados a partir do Irã e garantiram estar trabalhando para interceptar a ameaça. Até ao momento, não há registo de vítimas.

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirmou ter interceptado três drones.

Um petroleiro na costa do Kuwait sofreu uma explosão, provocando um vazamento de petróleo. O incidente, que não deixou vítimas e não resultou em incêndios, ocorreu fora das águas territoriais do país, perto do Estreito de Ormuz – uma rota vital para o comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito sobre a qual o Irã diz ter total controle.

Segundo relatos, um navio de transporte de contêineres também teria sido atingido por mísseis no Estreito de Ormuz.

Este é o sexto dia de ataques iranianos em retaliação à operação conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã, que provocou a morte de centenas de pessoas e do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta quarta-feira (04) um projeto de lei que poderia interromper a guerra deflagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Irã. A decisão demonstra apoio inicial ao conflito que se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio sem uma estratégia clara de saída para Washington.

A votação da chamada resolução sobre poderes de guerra, lançada pelo democrata Tim Kaine e co-patrocinada pelo republicano Rand Paul, terminou com 47 votos a favor e 53 contra.

Enquanto Rand Paul foi o único republicano a apoiar o projeto, o senador democrata John Fetterman, da Pensilvânia, foi o único a romper com o seu partido e votar contra a resolução, mantendo a sua postura de apoio a Israel.

Um paquistanês acusado de planejar o assassinato de políticos americanos, incluindo o presidente Donald Trump, afirmou na quarta-feira que foi pressionado pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) a arquitetar o plano de assassinato por encomenda, segundo a imprensa americana.

Asif Raza Merchant, de 47 anos, foi acusado em setembro de 2024 de tentar contratar um assassino de aluguel para matar políticos americanos não identificados. Ele se declarou inocente das acusações.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) já havia tentado assassinar altos funcionários dos EUA, como Trump, após a morte de um de seus comandantes, Qasem Soleimani, em um ataque dos EUA em 2020.

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